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Conversas, Café & Sorrisos

Atreve-te a ser tu mesmo todos os dias!

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Conversas, Café & Sorrisos

21
Set17

esta história dos afectos


Ana Rita 🌼

Sou uma pessoa que se afeiçoa com demasiada rapidez às pessoas que me cativam. 

Gosto de pessoas! Cada uma com o seu feitio o género humano é-nos apresentado e desfila perante nós das mais diversas formas e maneiras.

Na nossa vida convivemos com milhares de pessoas, no trabalho, num café ou no supermercado são só uma ínfima partícula de espaço onde vamos socializando com conhecidos e desconhecidos.

Há aquelas pessoas a quem nos afeiçoamos e que permanecem na nossa vida e aquelas que apenas passam.

E é aqui que os afectos magoam... 

Teimo em afeiçoar-me demais às pessoas e depois na despedida ou na falha fico magoada, sentida ou irritada comigo mesma.

Porque alguém um dia já me havia dito "não vale a pena" ou "é passageiro" e eu teimo em não aprender, em tentar cultivar rosas em campos estéreis.

E o mundo continua a gira, a vida soma e segue, eu vou crescendo e vou aprendendo (ou não) a julgar as pessoas, a ser cautelosa e a manter a distância do que não é bom para mim e para os meus.

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23
Ago17

Que o jardim público não incomode o cocó (do cão)


Ana Rita 🌼

Olá olá ontem passou-se uma coisa que me incomoda profundamente passo a explicar.

Ontem quando vinha a caminho de casa - que é mais ou menos 1km - fiz o caminho como sempre pelo interior do parque urbano da minha cidade.

 

Vinham duas senhoras na casa dos 60 anos com um cão pequeno/médio porte solto que lá vinha na sua vidinha na procura do sítio ideal para fazer o seu cocózinho.

O cão lá encontrou o pupps spot e toca de fazer o serviço (na relva onde brincam algumas dezenas de crianças todos os dias) e as senhoras param, olham, rodam nos calcanhares e continuam em paço mais lento sempre em amena cavaqueira caminho fora.

Eu pensei cá para mim "devo de estar a ver mal" e abrandei o passo para ver o que elas faziam. Quando se aperceberam que o bobby já tinha acabado chamaram o cão e continuaram.

Na boa, o cagalhoto ficou ali espetado na relva (aquela das crianças mas isso não interessa nada).

 

Eu: Olhe minha senhora...

(ignoraram-me)

 

Eu: Olhe minha senhora deixou cair uma coisa.

Pararam as duas olharam primeiro para o caminho (aparentemente nada no chão alem de pedras e terra) depois para mim com um ar confuso

 

Eu (de forma audível - haviam várias pessoas a passear no parque): Sim minha senhora, deixou cair o cocó do seu cão ali na relva que também é das crianças.

 

E apontei para  exacto sitio a poucos metros estava o cagalhoto do próprio do bobby da senhora espetado na relva (bem visível).

A senhora como é óbvio começou a procurar aquilo que sabia perfeitamente que não tinha OS SACOS na bolsa - neste momento já haviam várias pessoas a olharem para ela - muito encavacada.

 

Ela: ah não trouxe sacos - vira-se para a outra - tens aí alguma coisa?

A outra senhora respondeu com um aceno que não tinha.

 

Eu abri a minha mala - ando sempre com um saco transparente - e entreguei-lhe o saco e continuei o meu caminho.

(mas sempre a olhar por cima do ombro a ver se ela ía ou não apanhar o cagalhoto... E FOI)

É por estas e por outras que uma pessoa quer passear os cães em paz num parque ou na praia e NÃO PODE porque por uns pagam os outros.

 

17
Out16

O tempo...


Ana Rita 🌼

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 O tempo passou,

 A vida encarregou-se de disfarçar a dor,

 De a camuflar a tristeza por trás de um sorriso,

 Mas quem o conhecia sabia...

 Os olhos sempre tristes, sempre incompletos,

 Os pesadelos e os temores fruto de uma tristeza sem fim

 Ele era inteiro pela metade,

 Meio coração, meio amor, meia alegria....

 Um puzzle incompleto, um coração retalhado.

 

 O tempo passou, e trouxe a verdade.

 Trouxe aquele fragmento tão importante,

 Tão crucial e tão vital.

  

 Agora ele sorri, ele brilha, ele sorri.

 Mas não pela metade, tudo por inteiro.

 O fragmento à tanto perdido encontrou-o e encontrou-se!

 

 Os olhos outr'hora tristes hoje brilham,

 A felicidade espelha-se em tudo o que toca, em tudo o que diz.

 Já não há tremores, apenas calma e uma paz que contagia o ar

 

 Hoje ele é inteiro,

 E eu sou feliz!