Murmúrios de Prazer #2
Ana Rita 🌼
- Clara, eu... Desculpa! - disse Nuno numa voz rouca. - Desculpa? Se eu fiz alguma coisa foi porque quis! - disse Clara em tom de reprovação enquanto vestia rapidamente o vestido e compunha a roupa. - Eu não devia, nós não... - Clara interrompe-o em tom zangado - Não o quê? Devias ter pensado nisso no preciso momento em que te colas te a mim tipo sangue suga. Se o fizeste é porque querias. Não me venhas agora com lições de moral, eu já não sou a criança de 19 anos que conheceste quando entraste aqui. Eu cresci Nuno. - Clara estava rubra de raiva e de frustração. - Eu sei, não é isso. Tu compreendes eu sou... - Nuno respirou fundo - Eu sou casado e se há alguma culpa no meio disto é única e exclusivamente minha. Sem responder Clara virou as costas deixando-o ali no corredor ainda com as calças meias apertadas meias por apertar, desgrenhado e embasbacado. Clara teve a sensação de só começar a respirar no momento em que cruzou a porta de saída do edifício.Entrou no carro e conduziu furiosamente até casa. Na sua cabeça passavam milhares de pensamentos, todos sobre ele. Como é que ela, uma mulher que nunca se tinha deixado levar por nenhum homem, tinha caído no a braços daquele. Como é que era possível depois de terem feito sexo com uma intensidade e uma ferocidade daquelas ele pedira desculpa. Como ela tinha ido do céu ao inferno em menos de nada. Se ela sabia que ele era casado CLARO mas tinha sido impossível de controlar. Todo o acto em si e a intensidade com que tinha sido demonstrava que havia vontade e uma necessidade desesperada de parte a parte. Ele é que tinha acendido o rastilho que fizera explodir a pólvora entre eles. Ela estava apenas a beber um café, como sempre fizera, numa noite de expediente. Ao entrar em casa despiu o vestido e as cuecas e entrou rapidamente na banheira. Sentia-se suja e frustrada. Deixou a água correr em cima do seu corpo ainda cheio dele e chorou. Chorou a sua raiva e a frustração. Chorou o facto de ter deixado acontecer é de se ter entregue de corpo e alma ao momento. Chorou como se a água pudesse lavar-lhe a alma e os sentimentos. Esteve no banho o que lhe pareceram horas. Quando estava a secar-se ouviu a campainha tocar. Vestiu o robe e abriu a porta, ali estava ele... - Nuno... (Continua)


