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Conversas, Café & Sorrisos

Atreve-te a ser tu mesmo todos os dias!

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Conversas, Café & Sorrisos

21
Set17

esta história dos afectos


Ana Rita 🌼

Sou uma pessoa que se afeiçoa com demasiada rapidez às pessoas que me cativam. 

Gosto de pessoas! Cada uma com o seu feitio o género humano é-nos apresentado e desfila perante nós das mais diversas formas e maneiras.

Na nossa vida convivemos com milhares de pessoas, no trabalho, num café ou no supermercado são só uma ínfima partícula de espaço onde vamos socializando com conhecidos e desconhecidos.

Há aquelas pessoas a quem nos afeiçoamos e que permanecem na nossa vida e aquelas que apenas passam.

E é aqui que os afectos magoam... 

Teimo em afeiçoar-me demais às pessoas e depois na despedida ou na falha fico magoada, sentida ou irritada comigo mesma.

Porque alguém um dia já me havia dito "não vale a pena" ou "é passageiro" e eu teimo em não aprender, em tentar cultivar rosas em campos estéreis.

E o mundo continua a gira, a vida soma e segue, eu vou crescendo e vou aprendendo (ou não) a julgar as pessoas, a ser cautelosa e a manter a distância do que não é bom para mim e para os meus.

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30
Jun16

O tempo que se perde...


Ana Rita 🌼

 O sentimento de perda é dos mais dolorosos que podemos sentir, sobretudo quando o perder é sinónimo de alguém que amamos.

 Passamos a vida a dizer "amanhã ligo" ou "depois vou lá" e os dias passam, os anos correm e só nos damos conta do que podiamos ter feito e não fizemos, das palavras que deveriam ter sido ditas, dos momentos que poderiamos ter aproveitado mas não o fizemos.

 E juntamente com o sentimento de perda vem o sentimento de arrependimento e pena.

 Passamos a vida a dizer que não temos tempo e deixamos que o tempo passe e quando olhamos para o lado reparamos que a vida passou, os filhos cresceram, entes queridos morreram e nós?!

 Trabalhamos para pagar contas, para o crédito da casa do carro e de tudo o mais que adequirimos para preencher aquilo que não temos TEMPO.

Compramos prendas para colmatar faltas, para nos sentir-mos bem connosco próprios.

Mas as prendas não substituem as memórias nem proporcionam momentos de amor e carinho.

As prendas não deixam memórias.

As prendas não nos dão aquele conforto nem aquele abraço.

Mas mesmo assim continuamos a compras mais e mais coisas, mais e mais bens para nós e para os outros...e para quê?

 

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 (imagem retirada da internet)